O Poder e o Propósito da Oração: Um Encontro Que Transforma

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A oração é uma das práticas mais antigas e universais da humanidade, e ao mesmo tempo, uma das mais incompreendidas. Para muitos, ela se resume a um ritual, uma lista de pedidos repetidos em momentos de desespero. Para outros, é um monólogo solitário. Mas na sua essência mais profunda, a oração é um diálogo vivo, é o ponto de encontro entre o finito e o infinito, entre o coração humano e o coração de Deus. É o fio invisível que nos liga à fonte de toda a vida. Entender a oração é entender que não fomos criados apenas para existir, mas para nos relacionar. E este artigo é um convite para redescobrir esse relacionamento. 1. A Importância da Oração: Por Que Não Podemos Viver Sem Ela Imagine tentar viver sem respirar. Por alguns minutos é possível, mas logo a falta de ar se torna insuportável. A oração é o respiro da alma. Sem ela, nossa vida espiritual definha, torna-se superficial e ansiosa. A oração é nossa linha direta de comunicação com Deus. Vivemos em um mundo barulhento, cheio de o...

O Amor Que Alimenta

  
 
O Amor Que Alimenta


Fiquei verdadeiramente alegre com o que disse um irmão de Abreu e Lima. Ele relatou com simplicidade e com brilho nos olhos que a igreja de lá mantém cerca de três mil crianças sendo alimentadas, ensinadas e cuidadas, tudo para a glória de Deus. Que notícia boa de se ouvir. Num tempo de tantas notícias tristes, de tanta divisão e vaidade, ouvir que o pão está sendo repartido e que crianças estão sendo alcançadas com amor e educação traz refrigério à alma. Que bom, então. Glória a Deus por isso.

Quando ouvi aquele relato, meu coração logo fez uma conexão imediata. Lembrei do Projeto Samuel, que também faz isso aqui conosco. Lembrei das nossas crianças, das nossas salas, dos nossos professores, das panelas grandes no fogo, das orações antes do lanche, das lições bíblicas ensinadas com tanto carinho. É o mesmo espírito. É o mesmo amor. É o mesmo Cristo nos movendo.

O problema é que, muitas vezes, por vivermos tão envolvidos dentro da nossa própria comunidade, acabamos pensando que só a nossa igreja faz algo assim. É uma tentação humana. Achamos que o nosso esforço é único, que o nosso sacrifício é maior. Mas não é verdade. Muitas outras igrejas fiéis, em muitos lugares diferentes, estão fazendo trabalhos parecidos, às vezes até maiores e com menos recursos. Elas não fazem barulho, não têm redes sociais tão ativas, não divulgam tanto. Nós, talvez por termos mais estrutura ou mais facilidade com a comunicação, divulgamos mais isso. E que bom que divulgamos, porque isso inspira. Mas precisamos ter a humildade de reconhecer: o Corpo de Cristo é muito maior do que o nosso templo. O Reino de Deus está avançando em Abreu e Lima, está avançando aqui no Projeto Samuel, está avançando em sertões, em favelas, em grandes centros urbanos, através de mãos anônimas que decidiram obedecer.

E esse trabalho é muito importante. Não é um trabalho secundário. Não é apenas um anexo da igreja. É uma prova viva de amor ao próximo. É o evangelho em prática. Cristo mandou fazer isso. Ele não mandou apenas pregar com palavras, mas amar com atitudes.

Quando Jesus contou a parábola do Bom Samaritano, em Lucas 10:30-37, Ele estava nos ensinando exatamente isso. O sacerdote passou e não parou. O levita viu e seguiu adiante. Mas o samaritano, aquele que era desprezado, aquele de quem ninguém esperava nada, foi quem se compadeceu, parou, curou as feridas, colocou o homem sobre seu animal, levou para a hospedaria e pagou por seu cuidado. Jesus termina perguntando: "Qual destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?" E a resposta é clara: aquele que usou de misericórdia. E a ordem de Jesus é: "Vai, e faze da mesma maneira."

Essas igrejas que alimentam três mil crianças, que mantêm orfanatos, que sustentam projetos como o Samuel, são os bons samaritanos dos nossos dias. Elas estão parando na estrada da vida para cuidar dos feridos pela fome, pelo abandono, pela falta de oportunidade.

E para mostrar como esse trabalho marca gerações, aquele irmão de Abreu e Lima contou um testemunho muito bonito e forte, do tempo do pastor Isaque. Um testemunho que não dá para ouvir sem se emocionar.

Ele disse que os irmãos de lá, durante um trabalho evangelístico ou em suas andanças pela comunidade, acharam uma menina no lixo. Uma cena terrível e infelizmente real no nosso país. Uma criança recém-nascida, descartada como se fosse resto, jogada no meio do lixo, condenada ao esquecimento e à morte. Que dor. Que retrato do desespero humano.

Mas Deus tinha um plano diferente para aquela vida. Aqueles irmãos não viraram o rosto. Eles não disseram "não é problema nosso". Eles a pegaram no lixo. Com que amor, com que cuidado devem ter pegado aquela criança! E imediatamente procuraram uma direção. Foram até o pastor Isaque e perguntaram o que deveriam fazer. E a resposta daquele homem de Deus foi imediata, firme e cheia de fé: "Ponham-na no orfanato da igreja."

Que decisão sábia e corajosa. Naquele momento, a igreja assumiu uma responsabilidade que não era dela por laços de sangue, mas que se tornou dela por laços de amor cristão. Ela se tornou mãe daquela menina.

O tempo passou. Aquela menina que um dia foi rejeitada e lançada fora, cresceu dentro dos muros da igreja, mas principalmente dentro do coração da igreja. Ela foi alimentada, foi ensinada, foi à escola, foi amada. E o mais importante de tudo: ela ouviu falar de Jesus. Ela cresceu e se converteu. Ela entendeu que, mesmo que um homem e uma mulher a tivessem abandonado, Deus nunca a abandonou. Como diz o Salmo 27:10: "Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me acolherá."

E a história não para aí. Essa menina, hoje já uma senhora, casada, constituiu sua família. E para a glória de Deus, ela se formou agora há pouco em jornalismo. Imaginem só! Da caçamba de lixo para a faculdade. Do abandono para a formatura. Do anonimato para uma profissão que comunica, que informa, que conta histórias. Só Deus faz isso. Que reviravolta linda que o Evangelho proporciona.

O Amor Que Alimenta



Vejam, irmãos, como é importante esse trabalho social. Às vezes nós achamos que é só um prato de comida, só uma aula de reforço, só um uniforme doado. Mas não é. É uma semente de eternidade. Aquela menina poderia ter sido apenas mais uma estatística triste. Hoje, ela é uma jornalista, uma mulher de família, uma serva de Deus. O que a igreja fez por ela reverberou por toda a sua vida e agora reverberará através da sua profissão e da sua família.

Por isso eu digo: Glória a Deus pela vitória que a igreja teve através dessas vidas. Foi uma vitória dupla. Foi a vitória daquela senhora, hoje casada e formada, que venceu a rejeição, venceu a morte e venceu o estigma. E foi a vitória da própria igreja de Abreu e Lima, que provou mais uma vez que o amor é mais forte que o ódio e que a vida é mais forte que o descarte.

No fundo, foi uma grande vitória sobre o diabo. Porque o diabo queria aquela criança morta no lixo. O diabo queria aquela vida destruída, sem futuro e sem esperança. Mas a igreja se levantou como instrumento de Deus e disse não. E onde o diabo planejou a morte, Deus trouxe vida. Onde havia lixo, Deus colocou honra. Onde havia abandono, Deus colocou família.

Que o Senhor continue nos dando essa visão. Que nunca nos cansemos de fazer o bem. Que o Projeto Samuel cresça, que a obra de Abreu e Lima cresça, e que todas as igrejas que alimentam, ensinam e amam crianças em nome de Jesus sejam grandemente recompensadas. Amém.

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