OS LIVROS ESQUECIDOS DE ISAAC NEWTON
Quando pensamos em Isaac Newton, a imagem que vem à mente é a do gênio da física, o homem da maçã, das leis da gravidade e do cálculo.
Pouca gente sabe, porém, que a maior parte do que ele escreveu ao longo da vida não foi sobre física. Newton dedicou mais de 30 anos ao estudo profundo da Bíblia. É exatamente sobre os livros de temática bíblica escrits por Isaac Newton, o físico descobridr de leis fisicas que vamos falar neste artigo — obras fascinantes, volumosas e deliberadamente deixadas de lado pela história oficial da ciência.
A verdade é que Isaac Newton, o físico descobridor de leis físicas que revolucionou o mundo, foi também um dos maiores teólogos e estudiosos das profecias bíblicas do século XVII.
Quais são os livros de temática bíblica escritos por Isaac Newton?
Ao contrário dos seus tratados científicos publicados em vida, como o Principia, a maior parte dos escritos cristãos de Newton só foi publicada após sua morte, em 1727. Entre os principais estão:
1. Observations upon the Prophecies of Daniel and the Apocalypse of St. John (Observações sobre as Profecias de Daniel e o Apocalipse de São João) - 1733. É sua obra teológica mais famosa. Nela, Newton tenta decifrar cronologicamente as profecias bíblicas, defendendo que elas não são alegorias, mas previsões históricas verificáveis. Ele aplica o mesmo rigor matemático da física à interpretação bíblica.
2. The Chronology of Ancient Kingdoms Amended (A Cronologia dos Reinos Antigos Corrigida) - 1728. Neste livro, Newton usa a astronomia e a Bíblia para reescrever a linha do tempo da história antiga, tentando conciliar os registros de civilizações como a egípcia e a grega com a cronologia bíblica.
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| Imagem Pixabay |
3. Os Manuscritos de Yahuda. Milhares de páginas manuscritas, hoje guardadas na Biblioteca Nacional de Israel, que somam mais de 1,3 milhão de palavras sobre teologia, alquimia bíblica e estudos sobre o Templo de Salomão. Newton acreditava que o Templo continha segredos matemáticos de Deus sobre o universo.
Estima-se que dos cerca de 10 milhões de palavras que Newton escreveu à mão em toda a vida, mais de 60% sejam sobre temas bíblicos e teológicos. Os livros de física, pelos quais ele é lembrado, representam menos de 15%.
Por que esses livros foram esquecidos?
Se a produção cristã de Newton foi tão gigantesca, por que ela não está nas escolas e faculdades? Existem três motivos principais que explicam o apagamento.
1. O filtro do Iluminismo. Após a morte de Newton, a Europa entrou no auge do Iluminismo, um movimento que queria separar totalmente razão e fé. Os filósofos iluministas precisavam de um herói 100% racional. Eles transformaram Newton em um ícone do cientificismo puro. Suas obras sobre Deus, profecias e o Apocalipse não serviam a essa narrativa e foram, portanto, classificadas como "excentricidades da velhice" e escondidas em arquivos.
2. O conteúdo herético para a época. Newton não era um cristão trinitariano comum. Através de seu estudo minucioso do texto bíblico original em hebraico e grego, ele chegou à conclusão de que a doutrina da Trindade havia sido corrompida no século IV. Ele era secretamente ariano, acreditava que Jesus Cristo era subordinado a Deus Pai. Se isso fosse revelado em vida na Inglaterra anglicana, ele perderia sua cátedra em Cambridge e poderia ser acusado de heresia. Por isso, ele mesmo manteve a maioria dos seus livros cristãos em segredo.
3. O preconceito acadêmico moderno. Até hoje, existe um viés nas universidades que divide o conhecimento em caixas: de um lado o cientista, do outro o religioso. Pesquisadores da história da ciência por muito tempo evitaram os manuscritos teológicos de Newton porque não sabiam como classificá-los. Só nas últimas décadas, com o projeto The Newton Project, da Universidade de Oxford, que digitalizou toda a obra, é que os livros de temática bíblica escritos por Isaac Newton voltaram a ser estudados com seriedade.
Por que é importante que as pessoas divulguem essas outras obras de Isaac Newton?
Divulgar os livros cristãos de Isaac Newton não é apenas uma questão de curiosidade histórica. É fundamental por três razões urgentes.
Primeiro, para conhecer o Newton completo. Não é possível entender a mente que descobriu a lei da gravitação universal sem entender o que a motivava. Para Newton, estudar o universo era estudar a mente de Deus. Ele escreveu: "A gravidade explica os movimentos dos planetas, mas não pode explicar quem colocou os planetas em movimento. Deus governa todas as coisas". A física era, para ele, uma forma de adoração.
Segundo, para resgatar um método de estudo perdido. Newton não lia a Bíblia de forma superficial. Ele a tratava como um código a ser decifrado, com a mesma precisão que usava para decifrar a luz. Ele aprendeu hebraico, estudou o calendário judaico, a arquitetura do Templo e a astronomia antiga. Esse método interdisciplinar, que une ciência, história e fé, é extremamente relevante hoje.
Terceiro, para devolver à sociedade o direito de acessar sua própria história intelectual. Quando escondemos que o maior cientista de todos os tempos escreveu mais sobre a Bíblia do que sobre a física, criamos uma falsa dicotomia na cabeça dos jovens, como se fosse preciso escolher entre ser inteligente e ter fé. Mostrar os livros de temática bíblica escritos por Isaac Newton, o físico descobridor de leis físicas, quebra esse mito e liberta as novas gerações.
É contraditório um cientista Acreditar em Deus?
Esta é a pergunta que mais surge quando as pessoas descobrem o lado cristão de Newton. A resposta curta é: não, não é contraditório. E Newton é a prova viva disso.
A ideia de que ciência e fé são inimigas é uma invenção do século XIX, não uma realidade histórica. Os fundadores da ciência moderna — além de Newton, podemos citar Copérnico, Kepler, Galileu, Pascal, Boyle e Faraday — eram todos cristãos convictos. Para eles, a contradição não existia.
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| Imagem Pexel |
A lógica deles era simples e poderosa: se o universo tem leis, uma ordem matemática, previsível e bela, é porque existe um Legislador inteligente por trás dele. A ciência estuda as leis; a fé busca conhecer o Legislador.
Isaac Newton via o mundo como um imenso mecanismo de relógio, perfeito demais para ter surgido do acaso. Quanto mais ele descobria sobre as leis físicas, maior ficava sua admiração por Deus. Ele não acreditava em Deus apesar de ser um cientista; ele era um cientista porque acreditava em um Deus racional que criou um universo racional e que podia ser compreendido.
Portanto, os livros cristãos de Isaac Newton que os pesquisadores esqueceram não diminuem seu gênio científico. Pelo contrário, eles o ampliam.
Eles nos revelam um homem que buscou a verdade com todas as suas forças, seja através de um telescópio, seja através de um versículo de Daniel ou do Apocalipse.
Resgatar essas obras é resgatar a ideia de que a busca por conhecimento é, em sua essência, uma só.



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